segunda-feira, 24 de abril de 2017






Recordações da minha actividade médica nos 
Hospitais Civis de Lisboa  -  HCL












Jantar no restaurante Mónaco - Caxias
A minha primeira equipa de Banco - chefiada pelo distinto e saudoso Cirurgião de Banco - Dr José Baptista de Sousa - 
1953/54









O livro do Mário Neves  -  "A Saúde, as Políticas e o Neoliberalismo" - refere uma intervenção que fiz, em nome dos Internos dos HCL, na sessão inaugural da Sociedade Médica dos Hospitais Civis, em 1959. Há tempos a Rita mostrou interesse em conhecer o teor da intervenção. Encontrei na minha "papelada" uma cópia do que li nessa sessão, com grande espanto do chamado "Corpo Clínico -  Assistentes  e Directores"...










terça-feira, 11 de abril de 2017





Para a RITA BLANCO 

Já passaram cinco anos desde que iniciei este blogue!...
Foi provocado com um presente que recebi da Rita Blanco, como aqui recordo!

O meu novo blogue!

A minha filha Rita acaba de me trazer este afectuoso presente da Rita Blanco!
O leque fez-me lembrar as minhas estadas nas Pedras Salgadas e resolvi iniciar um novo blogue para registar recordações octogenárias!
Rita Blanco! Um beijo de gratidão! Veja o que desencadeou!



 A  Rita mostrou desejo de ter o livro de meu Avô Bernardino Machado - "As Crenças - Notas dum Pai".
Tenho uma enorme alegria em lhe entregar este exemplar, que retirei das minhas estantes, e que pertenceu ao Professor João Viegas Paula Nogueira.
 Uma oferta com beijos de gratidão para a Rita Blanco e sua linda menina Alice.






JOÃO VIEGAS PAULA NOGUEIRA


"João Viegas de Paula Nogueira nasceu em Olhão, a 10 de Junho de 1859, filho de João Viegas Nogueira e Joaquina Paula Nogueira. Frequentou o Instituto de Agronomia e Veterinária de Lisboa. Foi Agrónomo, Médico-veterinário, Fiscal sanitário da Câmara Municipal de Lisboa, Inspector sanitário do Mercado Geral de Gados, Professor e Director do Laboratório de Bacteriologia na Escola Superior de Medicina Veterinária, membro do Conselho Superior Técnico da Agricultura, Senador pelo Minho nas listas do Partido Nacional Republicano. Na sua primeira intervenção, mostrou os seus conhecimentos científicos, com a vastidão dos seus pontos de vista em matéria de fabrico, higiene, qualidade do pão e suas consequências na população pobre.

Foi o Prof. Paula Nogueira, juntamente com Antunes Pinto Inácio Ribeiro que ensaiaram pela primeira em 1891, a tuberculina em Portugal.

O Professor João Viegas Paula Nogueira colaborou em várias publicações agronómicas, como Portugal Agrícola, foi Director da Revista de Medicina Veterinária, e deu à estampa Micróbios e vacinas: esboço (1886); Ensaio de Bacteriologia pratica aplicada ás doenças do homem e dos animais (1893); As Ilhas de S. Miguel e Terceira (1894); O novo tratamento da difteria e o Instituto Bacteriológico de Lisboa (1895); A tuberculose pecuária e a higiene pública (1896); «Les animaux agricoles», in Cincinnato da Costa (dir. de), Le Portugal au Point de Vue Agricole, Lisboa, 1900, 445-483; «O Arquipélago dos Açores», in Notas sobre Portugal, vol. n, Lisboa, IN, 1908, p. 419 e ss, Aproveitamento dos salgados do Algarve pela exploração do gado lanígero (1915); Doenças externas não contagiosas dos animais domésticos (1917); Doenças internas não contagiosas dos animais domésticos (1917); Doenças contagiosas e parasitárias dos animais domésticos (1918); Gados , colecção «Exposição Portuguesa em Sevilha», Lisboa, 1929 e Bois, vacas e vitelas (1930).

Foi o representante do Governo Português em vários congressos internacionais de Medicina Veterinária (por exemplo em Berna, Banden-Baden, Paris e Londres), participou ainda no Congresso Internacional de Patologia Comparada de Paris.

Colaborou de forma intensiva na secção A Nossa Correspondência, na revista Gazeta das Aldeias, em resposta a questões colocadas pelos leitores sobre problemas agrícolas e de pecuária.

Como professor, dedicou-se especialmente a trabalhos bacteriológicos, soros e
manuel vacinas para o gado.

Realizou uma conferência, em Lisboa, na Real Associação Central da Agricultura Portuguesa, em Abril de 1895, intitulada:
- “Extensão da tuberculose pecuária em Portugal. Perigos de contágio para o homem pelo uso do leite e da carne”;
- A Festa Escolar da Árvore. Conferência proferida em Setúbal em 22 de Dezembro de 1907, Lisboa,1908.

Na vida política foi figura de referência do Partido Republicano logo desde a década de 80 do século XIX. Depois da implanatação da República vamos encontrá-lo em 1920 como um dos principais elementos da direção do Frente Nacional Republicana, liderado por Machado Santos [Ernesto Castro Leal, Partidos e programas: o campo partidário republicano português 1910-1926, Imprensa da Universidade, Coimbra, p. 90]

Recebe em finais de Maio/inícios de Junho de 1907 a comenda da ordem de Santiago, “pelo seu mérito científico, publicações e relevantes serviços prestados para a resolução económica do abastecimento de carnes à cidade de Lisboa” [Gazeta das Aldeias, Lisboa, 09-06-1907, vol. XXIII, Ano XII, nº 597, p. 274].

Foi alvo de uma homenagem pela Câmara Municipal de Olhão em Junho de 1933, onde foi também dado o seu nome a uma das ruas da cidade [“Uma Homenagem – Dr. Paula Nogueira”, Correio Olhanense, 25-06-1933, Ano XII, nº 404, p. 1, col. 1.]

Foi ainda presidente da Direcção da Casa do Algarve em Lisboa em 1931."

Faleceu em Lisboa, a 16 de Dezembro de 1944.


Nota biográfica retirada do "Almanaque Republicano"



domingo, 9 de abril de 2017




Um encontro muito especial


No dia 8 de Dezembro de 2016 fomos até Lisboa para um encontro muito especial com dois descendentes de “estudantes da Universidade de Coimbra que integraram a TAUC”:
  • o Dr. Manuel Machado Sá Marques, 93 anos, médico reformado, filho de Alberto de Sá Marques de Figueiredo (Vila Nova de Paiva, 7 de Julho de 1883 – Lisboa, 6 de Outubro de 1955) que integrou a Tuna Académica de Coimbra entre 1901 e 1904 (bandolim/bandurrinho) enquanto cursava matemática na Universidade de Coimbra (de 1900/1901 a 1904/1905).
  • e o Doutor José Toscano Rico, 81 anos, médico reformado, reitor da Universidade de Lisboa entre 1983 e 1986, neto paterno de Izidoro Joaquim da Silva Rico (Évora, Redondo, 24 Janeiro 1864 – Portel, 7 de Março de 1948) que integrou a Estudantina Conimbricense de 1888 (violão) enquanto cursava Medicina na Universidade de Coimbra (de 1886/1887 a 1893/1894).
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Dr. Manuel Sá Marques, Doutor José Toscano Rico e Dr. Adamo Caetano (p’lo Arquivo Digital da TAUC) em torno de um documento muito interessante: uma fotografia da Tuna na escadaria da Via Latina no ano lectivo de 1887/1888 (Abril de 1888)
Foi uma bela tarde de conversa, recordando vidas passadas e outros tempos.
Contar-vos como chegámos ao contacto com estes dois jovens, de memórias tão vivas e recheadas, seria demorado.  E contar porque se conhecem, tal como conheceram e conhecem outros tunos e seus descendentes (incluindo elementos da formação de 1887/1888 como por ex. o Cutileiro, o Sousa Monteiro, etc, dos quais contam histórias familiares e dos quais guardam fotografias) isso seria demonstrar-vos aquilo que já sabem: a TAUC é uma agremiação com uma história centenária de continuidades familiares ou, por outras palavras, a TAUC é uma Família! quer na vertente afectiva, quer genética. 
A fotografia da “Academia Musical de Coimbra” na escadaria da Via Latina (data aproximada: Abril/Maio de 1888) é um documento poderoso e interessante mas além desta trouxemos para o Arquivo Digital da TAUC largas dezenas de fotografias preciosas, muito bem conservadas, cujo valor documental é inestimável. São surpresas atrás de surpresas, por isso, não percam os “próximos episódios” porque nós também não!!!
Aqui fica o nosso testemunho de gratidão ao Dr. Manuel Machado Sá Marques e ao Doutor José Toscano Rico, por partilharem connosco memórias tão queridas.
ac





terça-feira, 28 de março de 2017



Um recorte do Diário de Lisboa para recordar Mário Castrim

Para a Rosa Medina (A Rosinha) com beijos afectuosos





















sexta-feira, 24 de março de 2017




Uma lembrança para o Miguel Urbano !



















Ontem a mexer na "papelada" antiga encontrei este recorte de há quase 40 anos:





terça-feira, 21 de março de 2017

sábado, 11 de março de 2017






Uma recordação do Doutor Ernesto Roma
4 de Novembro de 1909
Centro Democrático Académico de Lisboa: na sede na rua dos Remolares, , 30, 1º, realizou-se a eleição dos novos corpos dirigentes deste centro. Foram eleitos:
Direcção: Ernesto RomaMiguel AbreuJúlio Pereira da CostaGastão Messier; substitutos: Luís PachecoAntónio Pinto TeixeiraÁlvaro FernandesEurico Nogueira e Maximiano Alves
Comissão de propaganda: efectivos: Manuel BravoDagoberto Guedes Machado CruzMarques da Silva Simões Torres; Substitutos: Silva NobreRodrigues de MouraFidelino de FigueiredoAugusto Vilas Antero Machado.






"Na primeira semana de Fevereiro de 1909 constitui-se, em Lisboa, mais um centro aglutinador de estudantes republicanos, o Centro Democrático Académico, que se arvora a missão de ser uma espécie de consciência crítica do Partido Republicano Português. Quanto ao problema da educação, o Centro interessar-se-á e procurará interessar a sociedade portuguesa, especialmente a sua élite intelectual, por todos os problemas pedagógicos de indispensável solução entre nós, como sejam a refundição do ensino politécnico e médico, a criação duma Faculdade de Letras e de uma Escola Normal de Ensino Superior, a instituição em Lisboa de uma Escola de Direito, baseada na orientação moderna dos estudos sociais e jurídicos e absolutamente independente da Escola de Coimbra. O facto de o Centro Democrático Académico de Lisboa ter decidido pela sua não filiação no Partido Republicano Português, alegando critérios de honestidade política, na medida em que se pretende reservar o direito de livre apreciação e crítica é sintomático de uma atmosfera onde a unanimidade ideológica se vai rarefazendo, acaso alguma vez tenha verdadeiramente existido. Isto é, se a ideia de república como negação da ideia de monarquia não está em causa, já se vai tornando mais problemático reunir um perfeito consenso quando se colocam na mesa questões que exigem uma definição rigorosa dos conceitos e uma corajosa assunção dos compromissos históricos». In Ana M. Caiado Boavida, Tópicos sobre a Prática Política dos Estudantes Republicanos (1890-1931), Limites e Condicionantes do Movimento Estudantil, Análise Social, vol. XIX, 1983.