segunda-feira, 17 de julho de 2017






Do meu facebook de hoje:

Tivemos hoje o convívio da Teresa e da Maria José, duas companheiras de trabalho, que durante tantos anos me ajudaram na labuta inesquecível de acompanhamento de todos os que nos procuravam na Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. Que horas tão bem passadas, que ficaram nos nossos corações, e que nunca esqueceremos. Beijos de gratidão. Até breve!










quarta-feira, 14 de junho de 2017




Pintura de António Moro

O PRÍNCIPE JOÃO MANUEL  
  A Diabetes e a História












Professor Nicolau Firmino
Fui abrir a caixa onde arquivei documentação referente ao Príncipe D. João, e estive a reler algumas páginas  da notável obra literária da Doutora Nair da Nazaré Castro Soares - "Tragédia do príncipe João -  de Diogo de Teive". Recordei o que escrevi para o Boletim da APDP de Janeiro de 1992, e não esqueci o apoio que então me deu o querido e fraternal amigo Lino. Foi por seu intermédio que o primo Professor Nicolau Firmino me ajudou na tradução das citações em latim  da "História Genealógica da Casa Real Portuguesa", de D.  António Caetano de Sousa












Transcrevo dois epitáfios feitos por Manoel de Cabedo, impressos nas "Obras de André de Rezende da impressão de Roma".


Epitáfios

Este túmulo contém o defensor dos Lusitanos
E a sepulta esperança da nossa liberdade.
Aqui jaz a preclara descendência do egrégio João,
O ilustre sobrinho e genro do grande Rei.
Mal completara o décimo sexto ano de idade,
Apenas transpusera  os tempos da puberdade,
A cruel morte (lhe) lançou a mão, e de repente de um tão grande
Príncipe privou os infelizes Lusíadas.


Aqui jaz aquele Príncipe da Lusitânia
O grande João, outrora única esperança
E sustentáculo da muito grande e decadente Pátria.
Aqui aquele que já então a Africa temia,
E longe as largas embocaduras do vasto Ganges.
Aqui aquele genro e sobrinho do grande César.
Única querida descendência do muito Grande João.
Visto que vivera dezasseis anos
Agradável e piedoso para com todos, oh dor!
Vivera certamente no tempo em deveu, então faleceu.
Porém jazendo debaixo da terra, não chora a Esposa
Dulcíssima, não os cetros a si devidos,
Não os Reinos, não as grandes riquezas, mas a Pátria
Abandonada em tão grande perigo.
















terça-feira, 6 de junho de 2017













Para a Rita

A minha viagem a África, como "médico de bordo" do navio de carga "Ganda", de 10 de Dezembro de 1950 a 2 de Março de 1951


Foi a minha segunda viagem ao continente africano. Nesta viagem passei pelas ilhas de São Vicente e Santiago de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e pela costa ocidental de Angola, de Santo António do Zaire a Moçâmedes. no navio motor "Ganda" comandado pelo capitão Manuel Paião.





GANDA (1948-1981)

Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1948. Nº Lloyd's: 5125893. Nº oficial: H 354; Indicativo de chamada: CSEC. Arqueação bruta: 5.895 toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.418 toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve: 3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m; Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m; Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com 5.074 bhp; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 10 camarotes. Tripulantes: 32. Navio gémeo: AMBOIM. Custo: £405.750 libras, cerca de 41.104.000$00.

O GANDA foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co. Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 313), tendo sido encomendado pela Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a 14-12-1946 e o navio foi lançado à água em 30-09-1947 (Madrinha Dª. Inês de Freitas Menezes). O aprestamento foi concluído em 02-1948 e nas provas de mar efectuadas a 16-02 o GANDA alcançou a velocidade de 16 nós. Entregue à CCN a 26-02-1948, o navio seguiu de Burntisland para o canal de Bristol indo carregar carvão a Newport, largando a 9-03 para Lisboa onde entrou pela primeira vez a 12-03-1948. Registado em Lisboa a 21-04, saiu no dia seguinte para Leixões, Gloucester, New York, Norfolk e Filadélfia. A 9-06 iniciou uma segunda viagem aos EUA e só entrou na carreira de África Oriental a 26-07 na terceira viagem. Fez também viagens apenas à costa ocidental, com escalas nos portos de Angola e em São Tomé. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a 4-02-1974 passou a integrar a frota da CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos sendo-lhe atribuído o valor de 41.103.695$65. Registado como propriedade da CTM em Lisboa a 10-07-1974, com novo nº. Oficial I – 471, mantendo o indicativo de chamada. Em 1975 foi pintado com as cores da CTM e casco azul-escuro com linha de água verde; em 1979 o casco passou a ser preto com linha de água a vermelho. Nos últimos anos foi empregue na linha da América do Sul e fez diversas viagens aos Açores e Madeira. Entrou em Lisboa pela última vez a 1-05-1980 e foi desarmado, permanecendo fundeado no Mar da Palha até ser vendido à firma Baptista & Irmãos por 12.800.000$00, a 18-11-1981, tendo esta firma recebido autorização do Governo para a compra por Despacho de "Sua Excelencia o Sr. Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações de 28-10-1981." O GANDA foi registado uma última vez na capitania do porto de Lisboa a 30-11-1981 a favor da firma Baptista & Irmãos "para efeitos de propriedade e posterior demolição." Procedeu-se de imediato ao desmantelado no cais novo do estaleiro de Alhos Vedros, concluindo-se os trabalhos a 3-05-1982, conforme verificado pelo cabo do mar da delegação marítima do Barreiro, pelo que se cancelou o registo em 1982.


























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Fotografias dos meus álbuns


Em Luanda
Meu baptismo de voo
A Pilota com seu primo, o "Curador" que acompanhava
os angolanos que regressavam de S.  Tomé



Numa piscina do Lobito

Em Cabo Verde - Santiago











quinta-feira, 1 de junho de 2017




Recordar o querido Miguel Urbano

Para a Caty, com beijos afectuosos e de saudade!











Em 2008 ainda acompanhei o Miguel na sua habitual caminhada matinal, quase uma légua, desde a sua casa até à Afurada, onde tomava o seu café e lia os jornais. O Miguel nunca abandonou os seus passeios, e sempre respeitou a sua sesta...
Encontrei no meu álbum as fotografias que tirei neste fim de semana de Novembro de 2008. 
Que dias ricos e inesquecíveis passados na companhia da Caty e do Miguel, sempre que surgia uma oportunidade de ir a Vila Nova de Gaia !